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ALBERTO CARNEIRO

``Mandala para o parque da pena``

Sete árvores invertidas simbolizando as forças da natureza. Um quadrado com os lados constituídos por troncos de árvores sobrepostos em forma de pirâmide. No centro sete pedras de granito, cada uma com a configuração de uma mandala. Todo o conjunto se organiza e dispõe no espaço como um corpo estético que representa os mistérios e os esplendores da natureza.

BIOGRAFIA

Alberto Carneiro nasceu no Coronado, Portugal, em 1937. Entre os dez e os vinte e um anos de idade, aprendeu o ofício de santeiro nas oficinas de arte sacra da sua terra natal. Diplomado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto (1961-1967) e Pós-Graduado pela Saint Martin’s School of Art de Londres (1968-1970). Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian: Porto (1962-1967) e Londres (1968-1970). Professor Associado, Agregado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Leccionou no Curso de Escultura da ESBAP (1971-1976), no Curso de Arquitectura da FAUP (1970-1999) e foi responsável pela orientação pedagógica e artística do Círculo de Artes Plásticas, Organismo Autónomo da Universidade de Coimbra (1972-1985). Dedicou-se ao estudo do Zen, do Tao, do Tantra e da Psicologia Profunda. Viajou pelo Oriente e pelo Ocidente para viver e interiorizar outras culturas. Expõe desde 1963. Realizou 97 exposições individuais e participou em mais de cem exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro. Teve exposições retrospectivas no CAC do Museu Soares dos Reis, Porto (1976), na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1991), na Fundação de Serralves, Porto (1991), no Museu Machado de Castro e Pátio da Inquisição, Coimbra (2000), no Centro Galego de Arte Contemporânea, Santiago de Compostela (2001), no Museu de Arte Contemporânea, Funchal (2003), no Centro Cultural de Cascais (2005), na Fundação Beulas, Huesca (2006), na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, Almada (2011), no Centro de Arte Contemporânea de Bragança (2012) e na Fábrica Santo Thyrso, Santo Tirso (2015). Representou Portugal nas Bienais de Paris (1969), de Veneza (1976) e de São Paulo (1977).

Está representado em museus e colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Realizou esculturas públicas em Portugal, Eslovénia, Inglaterra, Irlanda, Coreia do Sul, Equador, Taiwan, Andorra, Espanha e Chile. Criou o Museu Internacional de Escultura Contemporânea nos espaços públicos da Cidade de Santo Tirso com a realização dos Simpósios Internacionais de Escultura Contemporânea (1991-2015) e o Parque Internacional de Escultura Contemporânea na Vila de Carrazeda de Ansiães (2002-2009). Publicou inúmeros textos e três livros, um em co-autoria, sobre Arte e sobre Pedagogia. Recebeu os prémios: Rocha Cabral da Academia Nacional de Belas Artes (1963), Meireles Júnior, ESBAP, (1962 e 1963), Teixeira Lopes, ESBAP (1965), Nacional de Escultura (1968), Nacional de Artes Plásticas-AICA/MC (1985), Antena I (1987-88), Tabaqueira de Arte Pública (2004), Casa da Imprensa (2004), Prémio de Artes Casino da Póvoa (2007) e Consagração Amadeo de Souza-Cardoso (2015).  Recebeu as Comendas de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1994) e de Mérito Cultural de Primeira Classe do Equador (1998), a Medalha de Ouro do Concelho de Santo Tirso (1993) e a Medalha de Honra do Município de Carrazeda de Ansiães (2009). Vive e trabalha no Coronado.

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